06 junho 2013

Brilho dos Games #14 - Especial Clássicos: Super Ghouls 'n Ghosts (Snes)

Bom dia pessoal!
Trago ao conhecimento de alguns e refresco a memória de muitos sobre um game clássico que fez história por vários motivos. Um game pertencente a uma franquia de ação/horror que já era bem famosa antes do lançamento desta versão para SNES.
Título: Super Ghouls 'n Ghosts.
Desenvolvedora: Capcom.
Gênero: Ação/Plataforma.
Lançamento: Dezembro de 1992.
Plataformas: Super Nintendo.
Sinopse: "Novamente a princesa Prin-Prin foi raptada, desta vez pelo Imperador Sardius, um demônio que pretende utilizá-la para localizar e destruir a Pulseira da Deusa, que é a única arma capaz de derrotá-lo. Resta ao já conhecido cavaleiro Arthur partir em busca do resgate da princesa."
AnálisePois então, Super Ghouls ‘n Ghosts é o terceiro game da franquia de nome semelhante. O primeiro game lançado com o protagonismo de Arthur salvando a princesa Prin-Prin de demônios e fantasmas foi Ghouls ‘n Goblins que foi lançado para Arcade, NES (Nintendinho 8 Bits) e outros da época. Em seguida anos depois veio Ghouls ‘n Ghosts para Arcade, e anos depois veio esse terceiro: Super Ghouls ‘n Ghosts. Para Super Nintendo e visivelmente como uma espécie de versão melhorada do anterior.

Como podemos observar a sinopse é praticamente a mesma nos três: a lerda da Prin-Prin sempre faz o favor de ser raptada, assim como a Peach do Mario, e o Arthur, como bom cavaleiro e cavalheiro que é segue em busca da mocinha em perigo. Nos três jogos a premissa é a mesma, só muda o nome do demônio e os mapas. Esse jogo tive desde bem pequeno, mas só quis jogá-lo quando tinha em torno de 8 ou 9 anos, pois a capa é bem bizarra, e me dava um pouco de medo achando que era jogo assustador (Vai entender criança, aos 5 anos joguei Resident Evil 1 pela primeira vez e meu filme favorito era Despertar dos Mortos).

Mas não era apenas por medo, e sim pela dificuldade do jogo. Pra criança é meio difícil, por mais que sempre fui uma criança muito gamer e que jogava outros títulos bem difíceis, mas esse supera a maioria. Por que? Simples, além de ser um jogo difícil em relação a quantidade de inimigos e demais detalhes que falarei adiante, é um jogo que tem poucas vidas e pouquíssimos continues. Sem mencionar o fato de que os mapas são demorados e quando morre volta-se do início não havendo existência de checkpoint.
Em relação à jogabilidade em si é muito simples e não tem segredo: a velha fórmula do hit and run (bate e corre), plataforma pura, 2D, ou seja, começa o mapa no canto esquerdo e tem que ir caminhando até chegar no final no canto direito e derrotar o boss. Uma diferença é que os controles são tranquilos pra manusear e os movimentos são precisos. Quando você ataca, pula e afins, tudo é feito de maneira instantânea, sem lentidão alguma e bem precisamente mesmo. 

Como Arthur é um cavaleiro, ele começa com uma armadura convencional cinza e como arma principal: lança. Quando você aperta o botão de ataque ele dispara lanças no ar em linha reta, porém conforme você encontra baús de itens pelo caminho você tem a possibilidade de adquirir outras armas no lugar da lança, como facas (dispara facas no ar, é mais rápida que a lança, mais ágil, ou seja, pode disparar mais em menos tempo quando tiver um monte de inimigos), flechas (através de arco e flecha, mas é um lixo) ou até mesmo tochas que você joga e quando cai no chão alastra fogo queimando os monstros na frente), entre outros.

Outro fator que dificulta bastante o jogo é a saúde do personagem, isto é, a energia. Resumindo duas pancadas e você morre. Arthur começa com uma armadura convencional como dito anteriormente, e encontrando baús de itens você pode se deparar com armaduras melhores que servem para aprimorar o ataque de suas armas, sendo possível até soltar especiais que destroem vários monstros de uma só vez. No entanto não importa com qual armadura esteja, quando você é tocado por um monstro ou algo te acerta, Arthur é lançado pra trás com a pancada e a armadura é destruída surgindo um Arthur só de cueca. E quando toma mais uma pancada de cueca você vira esqueleto no chão: morre.

Agora imagina aí, você lá nos últimos mapas do jogo, onde há centenas de zumbis, fantasmas, lobos, demônios e afins querendo te matar (pois a dificuldade do jogo aumenta gradativamente de acordo com o número do mapa) e você só pode ser tocado duas vezes. Tem mais uma coisa: o pulo do Arthur é horrível, curtinho e como a jogabilidade é bem rápida e precisa, tem que saber certinho os momentos de pular quando for saltar por cima de buracos, senão morre mesmo. Mas facilita um pouco o fato dele ter salto duplo. Fácil né? Se bem que o jogo é realista nesse ponto.  Um herói de carne e osso não resistiria a tais coisas por tanto tempo e nem mesmo saltaria alçando voos em pleno ar. O que torna nosso barbudo ainda mais galante e corajoso.

O jogo consiste em oito mapas cada vez mais difíceis com ambientes diferentes. Para terem uma ideia o primeiro é um cemitério lotado de zumbis, já o segundo é um cemitério de navios em pleno mar cheio de fantasmas, o terceiro é uma prisão de chamas que parece um inferno, e outras coisas do tipo. Todos os mapas são temperados com uma trilha sonora fantástica! Eu nunca vou me esquecer da música do primeiro mapa, aliás, frequentemente me pego a cantarolando. Quem não for jogar que pelo menos ouça a trilha, é bacana.

Esse é um dos jogos mais difíceis que já zerei em minha vida, e só o consegui muitos anos depois já com uns 15 ou 16 anos jogando no Playstation 2 num DVD que tinha vários games de SNES e possibilitava salvar o jogo quando bem entendesse, o que não era possível no jogo original. E para minha surpresa, os oito mapas devem ser vencidos DUAS VEZES, pois quando você chega no fim do jogo pela primeira vez diante da princesa raptada, ela avisa que você não conseguirá derrotar o capetão sem o tal colar dela, daí ela te dá esse colar ou indica onde ele está e você surge no primeiro mapa novamente. Pensei: Mas o que significa isso? É jovens, daí você tem que vencer todos os oito mapas novamente agora com uma aura brilhante que o colar proporciona até chegar no fim e derrotar o demônio definitivamente e libertar a princesa. Que rolo.

E aos meus nove anos certa vez eu estava todo orgulhoso achando que conseguiria finalizar esse jogo no Super Nintendo. A única vez que cheguei mais próximo eu cheguei no mapa 6 ou 7 achando que era necessário zerar uma vez só pra acabar, e para depressão meu irmão caçula passou e chutou o aparelho que estava no chão sem querer (segundo ele) e o jogo travou. Um dos maiores traumas de minha infância, Freud diz que isso está em meu inconsciente querendo destruir as barreiras de meu domínio próprio e cometer atentados terroristas. Isso é muito sério gente.

Bom, esse foi mais um joguinho que com certeza fez história tanto na minha vida como amante de videogames como na de muitos. Espero que tenha gostado e até a próxima edição!


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9 comentários :

  1. AI MEU DEUS, eu joguei esse jogo, sempre amei video games o meu preferido até hoje é o nintendo 64. Quem nunca soprou a fita pra fazer funcionar ein? Que nostalgia. Amei o post estão de parabéns! Beijos, Rê

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  2. Adorei a dica!
    Vou dizer ao meus irmão!

    Estamos com uma super promoção do Dia dos namorados!
    Participe!
    Beijos
    Rizia -Livroterapias

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  3. Nunca joguei :( parece ser tão legal aaouia
    Sinto falta de jogos que não são só sobre o grafico e.e

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  4. Que legal esse joguinho hehe, saudades da minha infancia, saudades do tempo que eu tinha tempo e tinha meu video game lindo ç.ç Nostalgia mesmo. Ah, nunca joguei esse, sempre gostava muito de Teen Titans, Justice League, super poderosos mesmo, mas esse é legal tbm. :3

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  5. Não cheguei a jogar esse jogo e acho que meu irmão também não. Sou péssima nesses jogos que tem várias fases e fico estressada quando perco rs por isso, eu só assisto aos outros jogarem. Nossa, deve ser horrível perder no meio da fase e ter que recomeçar tudo novamente já que não têm os checkpoints.
    Ler esse post foi um pouco nostálgico, lembrei de quando jogava Mario com meu irmão e passávamos a tarde toda em frente ao videogame rs

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  6. Não me ligo muito em vídeo game, mas meu irmão vai adorar saber desse jogo!!!

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  7. Nunca joguei esse, mas acho que vou começar!
    kkkk
    Beijos e obrigada pela indicação

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  8. Ahhh eu adorava esse jogo. Eu ficava com muita raiva dessa coisa de só duas vidas.
    Pelos menos você conseguiu finalizar e eu que nunca consegui? rsrs

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  9. Esse jogo em lembrou outro que eu jogava que era o mesmo estilo, mas tinhas umas mumias e tals. Saudades :C

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